UFOs Over Georgia: Strange Encounters of an MFA Kind
Cable MRN 01 MOSCOW 13169 · AmEmbassy Moscow → SecState Washington · 30 October 2001 Classified CONFIDENTIAL (E.O. 12958, DECL: 10/29/21) · Declassified in Full 25 February 2026 by John Powers, Acting Director, U.S. Department of State Classified by: POLMINCOUNS George Krol · Reason: 1.5(B/D) Refs: (A) Moscow 13072 · (B) Tbilisi 3087 TAGS: PREL, MARR, KCFE, UN, OSCE, GG, RS Signed: VERSHBOW
Reading (EN)
Summary
Deputy Foreign Minister Mamedov told Ambassador Vershbow on October 30 that, according to the Russian Ministry of Defense, no Russian planes flew over or bombed positions in the Kodori Gorge on October 28–29, despite Georgian accusations to the contrary. MFA Georgia Desk Chief Tereoken echoed Mamedov's denial. Tereoken further confirmed that one railway car full of Russian military equipment had left Gudauta Base and entered Russia on October 29 (Ref A), and that two other railway cars were loaded and awaiting Abkhaz permission to leave for Russia. There are no plans to withdraw personnel until Tbilisi agrees that approximately 340 Russian "guards" may remain at Gudauta. Tereoken stated that Abkhaz authorities would not allow any outside observers to witness the withdrawal. He described Georgian Parliamentary Speaker Zvania's October 25–28 visit to Moscow as positive in tone but empty of results. According to the Georgian Embassy, Zvania and Russian Duma Speaker Seleznev agreed that both sides should avoid recriminations. Tereoken denied media reports that Defense Minister Sergey Ivanov was planning to visit Tbilisi soon but did not rule out a visit entirely.
1. Russian Denial of Airspace Violations — Mamedov Meeting
During a previously scheduled meeting on October 30, Ambassador Vershbow raised the Tbilisi reports (Ref B) alleging Russian planes had violated Georgian airspace and bombed areas of the Kodori Gorge. The Ambassador stressed that such incidents, if true and if continued, could be disastrous for U.S.-Russian relations and would spoil the upcoming summit meeting of the two presidents in the United States. Mamedov agreed that such incidents would have a negative effect on the summit, but quoted the Russian Ministry of Defense as categorically denying that Russian planes were involved in any incidents in Georgian airspace.
2. MFA Georgia Desk Chief Tereoken — "UFOs"
MFA Georgia Desk Chief Tereoken, echoing Mamedov's claims, denied reports of Russian planes bombing Kodori Gorge in Abkhazia and denied any Russian violations of Georgian airspace. He stated that no Russian planes flew near the area on either October 28 or 29.
According to Tereoken, there were credible reports of Abkhaz helicopters bombing areas "where the terrorists were," but that reports of planes in the area might as well have been about "UFOs." He explained that Moscow does not have the technical capability to determine whether there were foreign planes in the region.
Underscoring that he "was not accusing [anyone]," Tereoken added that it was possible that "any side" had sent planes over Kodori.
3. Gudauta Base Withdrawal — Equipment
Tereoken confirmed that one trainload of military equipment had departed Gudauta Base and had entered Russia on the morning of October 29. Two more trains had been loaded and were awaiting permission from Abkhaz authorities to move to Russia. Members of the Russian General Staff were in Sukhumi to coordinate these moves.
When asked why outside observers had not been invited to inspect the withdrawals, Tereoken claimed that Abkhaz authorities likely would not tolerate the presence of outsiders given the tense situation with Tbilisi. He added that the Russians "didn't know until the last minute" that the withdrawal of one trainload of equipment would proceed, leaving no time to invite observers.
The Embassy noted that Moscow now had time, given that two additional trains were already loaded and only awaiting Abkhaz permission. The lack of transparency, the Embassy observed, might raise questions about the Russian Government's intentions.
Tereoken stated that approximately 600 Russian personnel remain at Gudauta. Moscow continues to insist on keeping about 340 of them there as "guards." Tbilisi continues to want a much lower figure.
4. Georgian Speaker Zvania's Visit to Moscow
Tereoken confirmed that the tone of Zvania's visit (October 25–28) was positive but that it "had no practical outcome." The Georgian Embassy told the Embassy on October 26 that the visit was going well. According to Georgian Political Counselor Chkheidze, Zvania and Russian Duma Speaker Gennadiy Seleznev agreed that both countries needed to discuss their differences calmly and work toward a general treaty.
5. Defense Minister Ivanov Visit / Shevardnadze-Putin Meeting
Tereoken dismissed press reports that Defense Minister Sergey Ivanov had agreed to visit Tbilisi very soon, though he could not entirely rule out a visit in the coming weeks. He mentioned plans for a possible meeting between Shevardnadze and Putin on the margins of the November 30–December 1 CIS Summit in Moscow, but noted that nothing was yet confirmed.
6. Embassy Comment
It is hard to accept official Russian denials that Russian planes were not involved. To posit that they could be "UFOs" would be humorous if it were not for the seriousness of the violations. Most likely the Russians want to keep pressure on the Georgians and the Chechens in the gorge in an unsubtle effort to prevent these groups' movement to Abkhazia or to Russia. Their official denials reflect a traditional Russian penchant to avoid an awkward admission with a bold lie.
As for Gudauta, the Russian Government likely is using the continued presence of its 600 troops there as a bargaining chip to try to get concessions from Tbilisi on both the Boden Paper on Abkhazia and on clamping down on Chechens inside Georgia.
Leitura (PT-BR)
Resumo
O Vice-Ministro das Relações Exteriores Mamedov comunicou ao Embaixador Vershbow, em 30 de outubro, que, segundo o Ministério da Defesa russo, nenhum avião russo sobrevoou ou bombardeou posições no Desfiladeiro de Kodori nos dias 28 e 29 de outubro, apesar das acusações georgianas em contrário. O Chefe da Mesa Geórgia do MRE russo, Tereoken, ratificou as declarações de Mamedov. Tereoken confirmou ainda que um vagão ferroviário carregado de equipamento militar russo saiu da Base de Gudauta e entrou na Rússia em 29 de outubro (Ref. A), e que dois outros vagões já estavam carregados, aguardando autorização abcásia para partir em direção à Rússia. Não há planos de retirada de pessoal enquanto Tbilisi não concordar com a permanência de aproximadamente 340 "guardas" russos em Gudauta. Tereoken afirmou que as autoridades abcásias não permitiriam a presença de observadores externos para testemunhar a retirada. Classificou a visita do Presidente do Parlamento georgiano, Zvania, a Moscou (25–28 de outubro) como positiva em tom, mas vazia de resultados. Segundo a Embaixada da Geórgia, Zvania e o Presidente da Duma russa, Seleznev, concordaram que ambos os lados devem evitar acusações mútuas. Tereoken negou relatos da imprensa de que o Ministro da Defesa Sergey Ivanov planejava visitar Tbilisi em breve, mas não descartou completamente uma visita.
1. Negação Russa de Violações do Espaço Aéreo — Reunião com Mamedov
Durante uma reunião previamente agendada em 30 de outubro, o Embaixador Vershbow levantou os relatos de Tbilisi (Ref. B) alegando que aviões russos teriam violado o espaço aéreo georgiano e bombardeado áreas do Desfiladeiro de Kodori. O Embaixador enfatizou que tais incidentes, se verdadeiros e continuados, poderiam ser desastrosos para as relações EUA-Rússia e prejudicariam a próxima cúpula presidencial nos Estados Unidos. Mamedov concordou que tais incidentes teriam efeito negativo sobre a cúpula, mas citou o Ministério da Defesa russo como negando categoricamente o envolvimento de aviões russos em quaisquer incidentes no espaço aéreo georgiano.
2. Chefe da Mesa Geórgia do MRE, Tereoken — "OVNIs"
O Chefe da Mesa Geórgia do MRE, Tereoken, reforçando as declarações de Mamedov, negou os relatos de aviões russos bombardeando o Desfiladeiro de Kodori na Abcásia e negou qualquer violação russa do espaço aéreo georgiano. Afirmou que nenhum avião russo voou próximo à área em 28 ou 29 de outubro.
Segundo Tereoken, havia relatos críveis de helicópteros abcásios bombardeando áreas "onde os terroristas estavam," mas que os relatos sobre aviões na região bem poderiam ser sobre "OVNIs." Ele explicou que Moscou não possui capacidade técnica para determinar se havia aviões estrangeiros na região.
Ressaltando que "não estava acusando [ninguém]," Tereoken acrescentou ser possível que "qualquer lado" tivesse enviado aviões sobre Kodori.
3. Retirada da Base de Gudauta — Equipamento
Tereoken confirmou que um trem com equipamento militar havia partido da Base de Gudauta e entrado na Rússia na manhã de 29 de outubro. Mais dois trens estavam carregados e aguardavam autorização das autoridades abcásias para seguir para a Rússia. Membros do Estado-Maior Geral russo estavam em Sukhumi para coordenar essas movimentações.
Questionado sobre a ausência de observadores externos para inspecionar as retiradas, Tereoken alegou que as autoridades abcásias provavelmente não tolerariam a presença de estranhos, dada a situação tensa com Tbilisi. Acrescentou que os russos "não souberam até o último minuto" que a retirada de um trem de equipamentos aconteceria, não havendo tempo para convidar observadores.
A Embaixada observou que Moscou agora tinha tempo, já que dois outros trens estavam carregados e apenas aguardavam autorização abcásia. A falta de transparência, ponderou a Embaixada, poderia suscitar dúvidas sobre as intenções do Governo russo.
Tereoken declarou que aproximadamente 600 militares russos permanecem em Gudauta. Moscou continua insistindo em manter cerca de 340 deles como "guardas." Tbilisi continua exigindo um número bem menor.
4. Visita do Presidente do Parlamento Georgiano Zvania a Moscou
Tereoken confirmou que o tom da visita de Zvania (25–28 de outubro) foi positivo, mas que "não teve resultado prático." A Embaixada da Geórgia informou à Embaixada americana em 26 de outubro que a visita transcorria bem. Segundo o Conselheiro Político georgiano Chkheidze, Zvania e o Presidente da Duma russa, Gennadiy Seleznev, concordaram que ambos os países precisam discutir suas divergências com calma e trabalhar em direção a um tratado geral.
5. Visita do Ministro da Defesa Ivanov / Possível Encontro Shevardnadze-Putin
Tereoken descartou relatos da imprensa de que o Ministro da Defesa Sergey Ivanov teria concordado em visitar Tbilisi em breve, embora não pudesse descartar completamente uma visita nas próximas semanas. Mencionou planos para um possível encontro entre Shevardnadze e Putin às margens da Cúpula da CEI de 30 de novembro a 1º de dezembro em Moscou, mas ressaltou que nada estava confirmado.
6. Comentário da Embaixada
É difícil aceitar as negativas oficiais russas de que aviões russos não estiveram envolvidos. Atribuir a aeronaves não identificadas — "OVNIs" — a causa dos incidentes seria engraçado se não fosse pela gravidade das violações. O mais provável é que os russos queiram manter pressão sobre os georgianos e os chechenos no desfiladeiro, num esforço pouco sutil para impedir a movimentação desses grupos para a Abcásia ou para a Rússia. As negativas oficiais refletem uma tendência russa tradicional de substituir uma admissão constrangedora por uma mentira descarada.
Quanto a Gudauta, o Governo russo provavelmente está usando a presença contínua de seus 600 militares como moeda de barganha para obter concessões de Tbilisi tanto sobre o Documento Boden relativo à Abcásia quanto sobre o controle dos chechenos dentro da Geórgia.