O Relatório de Hobson: Um Objeto Fosforescente Sobre Ohio, Maio de 1948
Na noite de 8 de maio de 1948, Den Hope trabalhava na linha em Hobson, Ohio, como inspetor de vagões do Sistema Ferroviário Central de Nova York. Dois colegas estavam nas proximidades: Jack White, escriturário de pátio na mesma ferrovia, e C.A. Kite, policial da linha [[doc-18-63
I. Três Homens no Pátio
Na noite de 8 de maio de 1948, Den Hope trabalhava na linha em Hobson, Ohio, como inspetor de vagões do Sistema Ferroviário Central de Nova York. Dois colegas estavam nas proximidades: Jack White, escriturário de pátio na mesma ferrovia, e C.A. Kite, policial da linha doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p002#c0026. O que os três viram cruzar o céu naquela noite tornou-se, em poucas semanas, um documento confidencial circulando pelos escalões mais altos da inteligência da Força Aérea.
O relatório chegou ao quartel-general da Décima Primeira Força Aérea em Harrisburg, Pensilvânia, em 27 de maio de 1948, entregue pelo Agente Especial D.R. Brown, do Federal Bureau of Investigation, escritório de Cleveland doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p002#c0025. A entrega de Brown foi o primeiro passo de uma cadeia que levaria o relato de um pátio ferroviário em Ohio até a mesa do Diretor de Inteligência no QG da USAF em Washington.
II. Redondo, Fosforescente e Veloz
O relatório descrevia o objeto com linguagem concisa. Era redondo. A partir do solo, parecia medir cerca de nove polegadas de diâmetro. Qualquer que fosse o significado desse tamanho aparente em termos de distância real, a estimativa de altitude sugeria outra escala: de seis a oito milhas acima da terra doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p002#c0026, doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p003#c0030.
(4) Cor — fosforescente — (5) Velocidade — grande quantidade de velocidade — (6) Direção — 90° — (7) Manobrabilidade — desconhecida — (8) Altitude — 6 a 8 milhas — (9) Som — desconhecido a este QG — (10) Rastro de exaustão ou não — rastro fosforescente no céu doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p003#c0030
O rastro que deixou era fosforescente. A direção era exatamente 90 graus. A velocidade foi registrada como "grande quantidade de velocidade" — ao que parece, o oficial relator não encontrou expressão mais precisa. O som era desconhecido para o QG da Décima Primeira Força Aérea, assim como fotografias ou esboços da configuração do objeto doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p002#c0026.
O objeto não era lento, nem voava baixo. A seis a oito milhas de altitude, situava-se bem acima do teto de qualquer aeronave convencional da época. O rastro fosforescente sugere luminosidade própria. O registro não oferece mais nada sobre a física do fenômeno.
III. O FBI Faz a Entrega
O comando da Décima Primeira Força Aérea em Harrisburg agia conforme a Carta AAC 45-5, datada de 5 de março de 1948, que estabelecia o procedimento para lidar com relatórios de discos voadores. O comando seguiu o parágrafo 18 dessa diretiva ao encaminhar o relato de Hobson ao Chefe do Estado-Maior doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p002#c0025.
Em conformidade com o parágrafo 18, carta AAC 45-5, de 05 de março de 1948, as seguintes informações relativas a "Discos Voadores" são apresentadas. O relatório anexo foi recebido neste quartel-general em 27 de maio de 1948, do Agente Especial D.R. Brown, Federal Bureau of Investigation, Cleveland, Ohio. Este Quartel-General não tem informações adicionais e não está iniciando nenhuma investigação de acordo com a diretiva. doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p002#c0025
Harrisburg foi explícito: nada a acrescentar, nenhuma investigação aberta. Quaisquer informações futuras seriam encaminhadas imediatamente. Cópias foram enviadas ao Comando de Material Aéreo e ao Comando de Defesa Aérea, conforme a diretiva.
O que a Força Aérea recebeu do FBI foi um relato de campo, não uma análise. Brown coletou as descrições das testemunhas de Hobson, encaminhou pelos canais adequados, e a Décima Primeira Força Aérea tornou-se um ponto de retransmissão. A carta assinada que seguiu para Washington trazia o nome do Tenente-Coronel H.S. Wax, A-2, agindo pelo General Comandante doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p003#c0032.
IV. O Papel em Movimento
Em 15 de junho de 1948, a carta de Harrisburg havia chegado ao QG da USAF em Washington, onde recebeu um segundo endosso doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p001#c0016. Dali seguiu para o General Comandante do Comando de Material Aéreo na Base da Força Aérea Wright-Patterson em Dayton, Ohio, dirigida à atenção do MCI, a unidade responsável pelo levantamento de inteligência de fontes técnicas e científicas doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p001#c0017.
No início daquela primavera, um relatório separado sobre um "Disco Voador" havia percorrido uma rota paralela, originando-se na Base da Força Aérea Tyndall, passando pelo quartel-general da Universidade do Ar na Base da Força Aérea Maxwell no Alabama, e chegando a Washington em 14 de abril doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p001#c0003, doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p001#c0004. Esse dossiê também foi para Wright-Patterson e MCI.
As notações de roteamento revelam dois oficiais na fase de coordenação em ambas as cadeias: o Coronel Taylor e o Tenente-Coronel Garrett, do AFOIR-CO, a seção de coleta e relatórios dentro da Inteligência da Força Aérea doc-18-6369445-general-1948-vol-1/p001#c0012. As iniciais de Garrett aparecem em blocos de roteamento que abrangem meses de documentos. O oficial que revisava esses relatórios de discos voadores não era rotativo; tratava-se de atenção contínua e atribuída.
O dossiê de Hobson não oferece resolução. A Força Aérea recebeu a descrição, registrou os nomes e ocupações das testemunhas e encaminhou ao órgão de inteligência técnica em Wright-Patterson. Qualquer análise que se seguiu ali não deixou rastro neste volume.