OVNIs e Defesa: Para o Que Deveríamos Nos Preparar
Em 8 de setembro de 1994, Carol Rosin escreveu uma carta de sua residência no 408 Manganita Cl, Ventura, Califórnia. [[doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0004]] Ela escrevia para um homem chamado Bryon, e não escrevia sozinha.
I. Ventura, Setembro de 1994
Em 8 de setembro de 1994, Carol Rosin escreveu uma carta de sua residência no 408 Manganita Cl, Ventura, Califórnia. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0004 Ela escrevia para um homem chamado Bryon, e não escrevia sozinha.
Rosin trazia um companheiro que chamava de "Cyber," ator cujos créditos incluíam Stargate e The Outer Limits. O corpus o chama de Jon, e o descreve como alguém que falava com fluência sobre OVNIs:
"Jon, que você provavelmente se lembra, é um ator que estrelou em 'Stargate' e 'The Outer Limits.' Ele também atuou em teatro comunitário local, incluindo o musical 'Dream', que ele cantou na Broadway em La Mancha, e em filmes. Ele também é um erudito (e nativo da Geórgia ou Indiana) e fala eloquentemente sobre UFOs." doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0008
O encontro estava marcado para uma sexta-feira às 15h30 no escritório de Bryon. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0007 O que exatamente Rosin planejava apresentar, ela deixou parcialmente velado: um pacote, escreveu, que lhe daria a ideia, que não lhe custaria nada, tomaria apenas o tempo que ele quisesse dispensar, e exigiria viagem da parte dele. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0011 Ela também perguntou se seria possível um almoço ou jantar em Washington durante a semana em que estaria na cidade. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0012
II. O Instituto e a Porta
Rosin não era recém-chegada a esse trabalho. Havia fundado o Instituto de Segurança e Cooperação no Espaço Sideral em 1982 e o dirigido até encerrá-lo alguns anos antes de escrever a carta. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0009 Desde então, ela e seus colegas estavam, nas palavras dela,
"procurando por nosso papel no programa espacial." doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0009
A carta tem a textura de alguém que bateu em muitas portas. Ela observa que a fotografia em anexo foi tirada na Fundação Espacial dos EUA, onde ela e Jon haviam sido oradores principais. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0016 Ela fecha com seus números de telefone e endereço de e-mail. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p002#c0015 Há uma sinceridade no texto que para aquém do desespero, a de uma defensora que não deixou de acreditar que a reunião certa abrirá a porta certa.
Se aquela reunião de sexta-feira aconteceu, se o pacote moveu alguém, o arquivo não diz.
III. Paris, Julho de 1999
Cinco anos depois da carta de Rosin, um documento de outra natureza entrou no registro. O relatório COMETA, um estudo independente produzido pela associação francesa COMETA e elaborado a partir de pesquisas do Instituto de Estudos Superiores para a Defesa Nacional, foi publicado em uma edição especial da revista francesa VSD em julho de 1999. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p005#c0024 doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p005#c0025
Seu título era o mesmo desta ficha. O enquadramento era deliberado. Não se tratava de uma investigação marginal publicada em um boletim de entusiastas. O establishment de defesa francês havia colocado seu nome institucional por trás da questão de o que fazer a respeito dos OVNIs.
IV. Despindo a Camada Irracional
O relatório abriu com um prefácio do Professor André Lebeau, ex-presidente do Centre National d'Études Spatiales (CNES). doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p007#c0029 Lebeau intitulou sua contribuição
"Despindo o fenômeno UFO de sua camada irracional." doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p007#c0028
Seu argumento era metodológico. A comunidade científica havia tratado por muito tempo a pesquisa sobre OVNIs como pertencente à mitologia popular, e não à investigação legítima. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p007#c0030 Lebeau rejeitou esse limite diretamente:
"No dia em que um fenômeno é observado e registrado, com objetividade e lógica, entrou no domínio da ciência." doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p007#c0030
O problema mais difícil, ele reconheceu, era o que enfrentava qualquer ciência que não pudesse reproduzir seu objeto em laboratório. A astronomia operava assim. A maior parte da geofísica também. Quando um evento era raro, a interpretação carregava incerteza. Quando as observações variavam amplamente em caráter, a incerteza se multiplicava. doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p007#c0032
Os OVNIs, Lebeau escreveu, se enquadravam exatamente nessa categoria:
"Objetos voadores não identificados, ou UFOs, se enquadram nesta categoria. Encontra-se dificuldades no caso dos UFOs. Em primeiro lugar que os UFOs têm muitas possibilidades humanas entre as possibilidades cuja origem não é imediatamente responsável por aqueles que os observam. O envolvimento de mecanismos de falsidade que foram identificados pela ciência, são misturados com uma mistura de fundo cuja origem, embora suspeitada brevemente, não é um mistério." doc-255-413270-ufo-s-and-defense-what-should-we-prepare-for/p007#c0033
O fragmento preservado neste arquivo termina aí, com o enquadramento de Lebeau e a pergunta expressa no título. A análise completa do COMETA, suas conclusões, e quaisquer recomendações que os estudiosos de defesa franceses entregaram ao seu governo, não estão neste documento.